Pelo menos quatro pessoas perderam a vida e outras 30 ficaram feridas durante os protestos contra o aumento do preço dos combustíveis no Quénia, segundo informações divulgadas pelo Governo. “É lamentável que tenhamos perdido quatro quenianos na violência que também provocou mais de 30 feridos. É deplorável que haja políticos neste país que meçam o sucesso da oposição ao Governo pelo número de vidas inocentes perdidas”, afirmou o ministro do Interior, Kipchumba Murkomen, em declarações ao jornal The Star.
O governante não especificou os locais das mortes e ferimentos, nem as circunstâncias em que ocorreram, acrescentando que “a investigação irá determinar se se tratava de civis inocentes ou de criminosos mortos durante a sua detenção”.
As manifestações, acompanhadas de uma greve dos transportes públicos e bloqueios de estradas, perturbaram a circulação em várias cidades, incluindo Nairóbi, onde se registaram confrontos esporádicos entre manifestantes e forças policiais, segundo jornalistas da agência France Presse (AFP).
Murkomen informou ainda que 348 pessoas foram detidas no âmbito dos protestos e sublinhou que “a violência, o bloqueio de estradas e o vandalismo contra propriedade pública e privada não podem, em circunstância alguma, fazer baixar os preços do petróleo”. O ministro advertiu que “a interrupção dos transportes e o encerramento de negócios apenas podem agravar a situação”.
