OMS CONVOCA COMITÉ DE EMERGÊNCIA PARA AVALIAR AGRAVAMENTO DO SURTO DE ÉBOLA NA RDC

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) vai reunir o seu comité de emergência para avaliar a evolução do surto de ébola na República Democrática do Congo (RDC), onde já foram registadas 131 mortes e 513 casos suspeitos da doença.

O anúncio foi feito pelo director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que manifestou preocupação com o avanço da epidemia. Segundo o responsável, a organização está “profundamente preocupada com a escalada e a velocidade” da propagação do vírus no território congolês.

“Vamos convocar o comité de emergência para nos aconselhar sobre recomendações temporárias”, declarou Tedros Ghebreyesus, durante o segundo dia da assembleia anual dos Estados-membros da OMS.

No domingo, a OMS classificou o surto como uma Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional (PHEIC, na sigla em inglês), depois de terem sido confirmados mais de 300 casos suspeitos e 118 mortes nas províncias de Ituri e Kivu do Norte, no leste da RDC. A situação agravou-se ainda com o registo de duas mortes no vizinho Uganda, aumentando os receios de propagação regional da doença.

O vírus do ébola é transmitido através do contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. A doença provoca febre hemorrágica severa, acompanhada de sintomas como febre alta, vómitos, diarreia e hemorragias internas. De acordo com a OMS, a taxa de mortalidade do vírus pode variar entre 25% e 90%, dependendo da rapidez da resposta médica e das condições de assistência sanitária.

Face à gravidade do cenário, a agência de saúde da União Africana, o Africa CDC, declarou na segunda-feira uma “emergência de saúde pública” continental. A instituição afirmou que a medida permitirá reforçar a coordenação regional, acelerar a mobilização de recursos financeiros e técnicos e fortalecer os sistemas de vigilância epidemiológica e laboratorial em vários países africanos.

As autoridades sanitárias internacionais continuam a apelar ao reforço das medidas de prevenção, vigilância e controlo nas zonas afectadas, numa tentativa de conter a propagação de uma das doenças mais letais do continente africano.

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